Mês: fevereiro 2017

7 crenças negativas comuns e os problemas que causam

Uma ótima maneira de investigar as razões pelas quais você se sente sem entusiasmo pela vida ou seguidamente angustiado é observar os seus pensamentos. O seu pensamento ou o modo como você vê o mundo, os outros e a si mesmo diz muito a seu respeito e os problemas de saúde emocional que você pode estar sofrendo. Na TCC, as crenças negativas são comumente exploradas em sua ordem hierárquica, desde a mais aparente e presente no discurso pessoal (crenças intermediárias) até as menos óbvias, porém mais fundamentais e profundamente enraizadas (crenças centrais). A seguir você encontrará uma lista de crenças centrais e intermediárias, tais como atitudes, regras e suposições, bem como os problemas de saúde emocional com os quais estão conectadas:

7 crenças negativas comuns e os problemas que causam
As suas crenças negativas exercem um impacto na sua saúde mental

1- Eu preciso ser bem-sucedido para ter o direito de me sentir bem comigo mesmo.

Fazer de sua autoestima algo condicionado unicamente a realizações e outros estímulos externos positivos, como bens materiais ou a aprovação dos outros, é um sinal de que você pode estar sofrendo de problemas relacionados à baixa autoestima. A autoestima saudável é nutrida de dentro para fora. Uma atitude confiante significa que você possui recursos psicológicos suficientes para aceitar a si mesmo de uma forma amorosa e compassiva, independentemente do que esteja acontecendo em sua vida pessoal, acadêmica ou profissional. Quanto mais o seu bem-estar emocional estiver ligado à aparência, a status social ou ao impacto que você tem sobre os outros, mais suscetível você se tornará a desenvolver problemas com a preocupação excessiva e autocrítica, perfeccionismo e a baixa autoestima.

2- Se alguém me rejeita é porque há algo de errado comigo.

Personalização, ou a suposição de que os comportamentos negativos das outras pessoas estão relacionados a você, é um erro cognitivo clássico que reflete ou resulta em sentimentos de baixa autoestima e ansiedade social. Uma maneira produtiva de pensar que irá aumentar instantaneamente a sua autoconfiança é desconfiar de qualquer cognição que influencia você a se julgar negativamente de forma rápida e fácil. Os comportamentos sociais dos outros são produtos de seus estados psicológicos e emocionais. Antes de se apressar em se culpar pela reação de quem o rodeia, lembre-se de que o mundo é muito maior e as pessoas mais complexas do que a sua perspectiva tendenciosa se preocupa em explicar.

3- Eu não consigo fazer nada certo.

Nada? Verdade? Mesmo no dia mais ruim de sua vida é humanamente impossível conseguir fazer absolutamente tudo errado. A magnificação/minimização – ou concentrar-se no negativo de uma maneira global e exagerada – faz com que você se sinta incompetente e pequeno, mesmo quando não corresponde à verdade fatual. Tal crença central – preconceituosa e errônea – está no centro de sentimentos de ansiedade e baixa autoestima.

4- Se eu não me preocupar, algo de ruim irá acontecer.

A preocupação que toma conta do seu tempo e não conduz a uma solução – processo conhecido também como ruminação – não é produtiva. Se o seu pensamento tivesse poderes mágicos, não haveria tal coisa como os transtornos de ansiedade. A suposição de que a preocupação lhe dá uma sensação de controle sobre a realidade não é apenas falsa, mas impede que você confie em si mesmo, resolva seus problemas e aproveite a vida.

5- Eu tenho que ter controle total sobre as minhas emoções, principalmente quando forem negativas.

Há dois grandes erros nessa regra. Em primeiro lugar, as afirmativas que expressam dever através de “tenho que” tendem a ser contraproducentes, uma vez que não fazem você se sentir aliviado pelo que acredita ter feito de errado, mas apenas aumentam o seu sofrimento, resultando em ainda mais sentimentos de impotência. Do mesmo modo, o hábito de racionalizar todo e qualquer sentimento antagônico, como se fossem desprovidos de propósito, é extremamente prejudicial à sua saúde psicológica e emocional. Os perfeccionistas, bem como os que sofrem de ansiedade e depressão, usam tais declarações quando refletem sobre os seus problemas em uma tentativa disfuncional de recuperar um senso de controle sobre si mesmos (sem sucesso).

6- Se eu me sinto inseguro e inadequado para tentar algo novo, é porque não vai dar certo.

O raciocínio emocional é outro erro cognitivo que nos faz acreditar que nossos pensamentos e sentimentos equivalem-se a ações. Pensamentos são o que são, apenas pensamentos. Os sentimentos de inadequação, como a insegurança e ansiedade, também não predizem resultados, mas são sinais de que há um conflito interno com o qual precisa ser lidado.

7- Se as pessoas descobrissem quem eu realmente sou, me rejeitariam.

Essa suposição é errada para a maioria das pessoas que acredita nela. De alguma forma, ao longo da sua jornada à idade adulta, você registrou a mensagem de que ser você mesmo é improdutivo ou simplesmente não é bom o suficiente. Você pode ter se sentido rejeitado por seus pais sempre que expressava emoções negativas ou agia de uma forma que ia contra suas crenças e/ou expectativas. Com o passar do tempo, esse conhecimento criou uma barreira entre o seu verdadeiro eu e a sua autoestima, como se para ser aceito pelos outros você tivesse de suprimir a sua essência da melhor forma possível. Esse mito não é apenas prejudicial para o seu bem-estar psicológico, como também afeta significativamente a sua qualidade de vida. A incongruência entre o seu comportamento e o seu verdadeiro eu pode ocasionar intensos sentimentos de dúvida e frustração pessoal, ansiedade e uma atitude depressiva de descontentamento geral pela vida.

A fim de ajudar a si mesmo a adotar uma atitude mais positiva ou exercer maior controle sobre o seu humor, monitore as crenças demasiado rígidas, sejam intermediárias (regras, atitudes e suposições) ou centrais. Para corrigir crenças que o deixam deprimido e/ou ansioso, questione pensamentos automáticos sempre que observar uma mudança negativa em seu estado emocional. Pergunte a si mesmo, “O que este pensamento diz sobre mim?”, repetidamente ou até chegar à raiz do problema. Em seguida, reestruture a sua crença para que reflita uma perspectiva flexível e compassiva.