Mês: março 2017

5 regras saudáveis para tratar-se com amor e respeito

A autoestima é uma linguagem. A linguagem da autoestima é bondosa, tolerante e compassiva. Quando você usa a linguagem da autoestima consigo mesmo e não apenas com as outras pessoas, trata-se com o amor e respeito suficientes para nutrir uma autoestima saudável de dentro para fora. O primeiro passo para mudar o tom do seu diálogo interior – de autocrítico para complacente e respeitoso – é monitorá-lo ativamente. Comece a vigiar os seus pensamentos quando ruminando ou sentindo-se preso em um ciclo de detecção de falhas, logo após, em vez de reagir passivamente ao ataque de seus próprios pensamentos, use a linguagem da autoestima para questionar as afirmações de caráter antagônico. Abaixo você encontrará 5 regras saudáveis ​​para tratar-se com amor e respeito que irão ajudá-lo a introduzir a autoaceitação em sua vida:

5 regras saudáveis para tratar-se com amor e respeito
Aprenda como nutrir a sua autoestima

1- Chega de rótulos

Quando alguém comete um erro, você chama esta pessoa de “idiota”? Se um amigo pergunta como está, você responde com “velho”, “gordo” ou “feio”? É claro que não. A rotulação – ou o ato de usar palavras de conotações negativas para se descrever de uma maneira global e, muitas vezes, imprecisa – machuca. Não se engane: as palavras são poderosas. O hábito de se rotular não está lhe fazendo nenhum favor. A rotulação não ajuda tampouco conforta, mas pelo contrário, coloca para baixo e humilha.

2- Chega de “eu deveria ter”

Na TCC, a expressão “eu deveria ter” é frequentemente referida como uma tirana. Isso é porque há pouca ou nenhuma possibilidade de negociação após uma afirmativa com “eu deveria ter”. Imagine: o seu carro quebra no meio do nada quando você percebe que esqueceu seu telefone celular em casa. Você vai se atrasar para o trabalho, o que o deixa profundamente irritado. Você diz a si mesmo: “Eu deveria ter verificado se eu estava com o meu telefone antes de sair de casa”. Você se sente ainda mais frustrado e começa a questionar a sua capacidade de “fazer algo certo”. A sua raiva se acumula ainda mais até que se transforma em um ódio implacável a sua pessoa. Declarações do tipo “eu deveria ter…” são irritantes lembretes de suas falhas e deficiências. Portanto, não têm nenhum propósito produtivo, exceto piorar ainda mais o seu mau humor.

3- Elogie-se

Você conseguiu finalizar um dia de trabalho sem maiores problemas em uma quarta-feira superentediante. Bom trabalho! Você foi capaz de concentrar-se em comer bem e consumiu uma baixa quantidade de carboidratos por dois dias consecutivos. Parabéns! Por que ficar esperando o reconhecimento dos outros como um viciado desesperado por aprovação, quando você pode dar a si mesmo o melhor presente do mundo, ou seja, a autoestima? Você tem todo o direito de expressar gratidão e admiração por si mesmo e suas próprias realizações, sejam elas grandes ou pequenas. Praticar o amor-próprio regularmente não faz de você um narcisista. A autoestima em boa medida – reconhecer não só quando você falha, mas também quando tem sucesso – consolida a base do nosso bem-estar emocional e psicológico.

4- Reconheça seus esforços

Se você só se permite elogiar-se quando alcança resultados positivos, a sua autoestima é condicional. O que acontece quando você não consegue satisfazer tal condição? Você se preocupa e autocritica excessivamente. Como resultado, você acaba sentindo uma mistura desagradável de tristeza, frustração e ansiedade. O amor-próprio condicional pode fazer sentido em teoria, mas na prática é contraproducente. Aqueles que reconhecem o valor da tentativa e erro tendem a não desistir de conquistarem o que desejam. Ver seus erros como elementos essenciais de uma jornada de aprendizado reforça o engajamento e o senso de conexão com os seus objetivos de vida.

5- Conforte-se

Você tem todo o direito de sentir pena de si mesmo de vez em quando. Abordar seus próprios sentimentos negativos com amor e complacência é essencial para a saúde emocional. Ao sentir-se decepcionado com um resultado negativo, permita-se lamentar-se e processar a sua dor. Reserve algumas palavras de consolo para si mesmo, como “é normal sentir-se mal quando as coisas não acontecem como esperado”. Validar seus sentimentos permite que você se honre de maneira integral e independentemente das circunstâncias.

Tratar a si mesmo como se trata a um amigo faz maravilhas a sua autoestima. Se você acredita nos benefícios de tratar os outros com bondade através da comunicação na linguagem da autoestima, aplique essa maravilhosa sabedoria também no seu tratamento de si mesmo. Nutrir um relacionamento saudável com você mesmo lhe dará a força e confiança necessárias para que leve uma vida agradável e gratificante.