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Artigos para melhorar a sua qualidade de vida

Você é filha de mãe narcisista?

mãe narcisista teste
Complete o questionário para descobrir se sua mãe é mãe narcisista

Se você está se perguntando se a sua mãe é mãe narcisista, o questionário a seguir ajudará a revelar se a sua suspeita está correta.

Responda com “sim” ou “não”. Após completar o questionário, conte o número de respostas “sim” e leia o comentário de interpretação de pontuação.

  1. Você tem dificuldades de se sentir como uma pessoa adulta e competente ao lado da sua mãe?
  2. Você se sente pressionada a corresponder às expectativas e exigências de sua mãe para ser aceita e/ou valorizada por ela?
  3. Quando na companhia ou sob a influência da sua mãe, você frequentemente se sente responsável por como ela se sente?
  4. A sua mãe é uma na frente de você e da sua família e outra na frente das outras pessoas?
  5. A sua mãe tem inveja de você?
  6. A sua mãe tem o hábito de questionar e/ou descartar e/ou invalidar e/ou ignorar os seus talentos e conquistas?
  7. Você sabe que não pode contar com o apoio emocional da sua mãe?
  8. Você acha difícil fazer com que a sua mãe entenda os seus sentimentos?
  9. A sua mãe é difícil – se não impossível – de agradar?
  10. A sua mãe quase nunca demonstra arrependimento genuíno ou pede desculpas por tratar você de maneira imprópria?
  11. Você acredita que a sua mãe não conhece a verdadeira você?
  12. Você se sente falsa, insegura e inadequada ao lado da sua mãe?
  13. Os humores da sua mãe flutuam com grande intensidade e frequência?
  14. Quando tomada por sentimentos antagônicos como a raiva, vergonha e insegurança, a sua mãe abusa de você verbalmente?
  15. A sua mãe usa de chantagens emocionais para conseguir o que quer de você na maioria das ocasiões?
  16. A sua mãe faz com que você se sinta responsável pela felicidade dela?
  17. A atitude e os valores da sua mãe parecem não evoluir com a passagem do tempo?
  18. Você frequentemente se sente forçada a satisfazer somente as vontades da sua mãe?
  19. Você tem dificuldades de associar a imagem da sua mãe a de uma pessoa emocionalmente estável, segura e adulta?
  20. Você acha difícil de se ver como uma entidade independente da sua mãe?
  21. A sua mãe seguidamente rejeita ou ignora seus interesses quando não correspondem aos dela?
  22. Você tem dificuldade de se conectar afetiva e emocionalmente com a sua mãe?
  23. A sua mãe só aceita as suas conquistas e talentos quando reconhecidos por outras pessoas?
  24. A sua mãe usa das suas qualidades e momentos importantes da sua história para se autovangloriar?
  25. Quando envolvida em discussões familiares, a sua mãe sempre se coloca como vítima de uma grande injustiça?
  26. A sua mãe não valoriza você pelo que você é, mas somente pelo que pode proporcionar?
  27. Você tem vergonha da atitude e do comportamento da sua mãe diante de outras pessoas?
  28. A sua mãe fica decepcionada ou faz você se sentir culpada por não fazer o que ela quer?
  29. A sua mãe conscientemente ignora os seus sentimentos?
  30. A sua mãe expõe ou humilha você na frente de outras pessoas?

 

Análise de Pontuação:

1 – 5: é pouco provável que a sua mãe seja uma mãe narcisista

6 – 9: a sua mãe possui alguns traços narcisistas

10 – 19: é muito provável que a sua mãe seja uma mãe narcisista

20 – 30: é extremamente provável que a sua mãe seja uma mãe narcisista

Você é perfeccionista?

Se você é perfeccionista você não se ama incondicionalmente.

O perfeccionismo não é um talento, mas o inimigo número 1 da autoestima saudável. O perfeccionista tem dificuldade de lidar com críticas e desfrutar plenamente de suas próprias realizações. Além disso, sofre com a autocrítica excessiva e insegurança pessoal que geram sentimentos de inadequação.

Se você está se perguntando se você é perfeccionista, mas gostaria de saber mais sobre o perfeccionismo, veja a seguir os comportamentos mais típicos:

A postura frequentemente adotada “é tudo ou nada”, ou seja, de polarização: o perfeccionista vê o mundo em preto e branco. A escala perfeccionista contém apenas dois polos opostos: “perfeito/excelente” e “lixo/terrível”. Não há “adequado” ou “aceitável”, “bom” ou “muito bom” no sistema de classificação do perfeccionista. De acordo com o pensamento perfeccionista, o que não é sucesso é desastre total.

você é perfeccionista
O perfeccionismo não é um talento.

Obsessão com o resultado: alcançar um resultado perfeito/excelente é a principal motivação do perfeccionista. O perfeccionista se sente vazio e insatisfeito sem reconhecimento. Ele sente dificuldade de amar e aceitar a si mesmo, usa estímulos externos, tais como: elogios, títulos, apreciação e validação para se sentir bem consigo próprio. O perfeccionista é viciado na aprovação alheia.

Fobia contra erros: devido aos problemas relacionados à baixa autoestima, a perspectiva de cometer um erro torna-se fonte de grande ansiedade. Notar uma falha que tenha cometido assemelha-se a uma tortura psicológica para o perfeccionista. A obsessão com o resultado adicionada ao julgamento e a crítica excessiva acarreta um forte medo de não atingir seus padrões incrivelmente altos.

Aversão à crítica: o perfeccionista leva a crítica para o lado pessoal. Por ser extremamente duro consigo mesmo, tem a tendência de interpretar uma opinião contrária a sua como um ataque pessoal. Isto ocorre devido à sua dificuldade de separar a sua pessoa de seus atos e comportamentos. Se você disser a um perfeccionista que o que ele fez não está muito bom, ele acredita que o defeito é dele.

Eu devo/tenho que (Declarações de obrigatoriedade): para que correr atrás de perfeição como um hamster na rodinha? Porque o perfeccionista acredita que deve. Ele sempre tem de fazer  melhor. Esquece sentimentos, estados de espírito ou outras idiossincrasias, pois “melhor” significa sempre excelente, independentemente de quem ele seja. O perfeccionismo adora absolutos irracionais e uma atitude intolerante.

Desconsideração dos elementos positivos: satisfazer o perfeccionista é um grande desafio. Nada é bom o suficiente. O valor dele só pode ser reconhecido quando em sintonia com altos padrões de qualidade. Tudo abaixo de excelente é considerado medíocre ou não possui nenhum mérito.

Ruminação: perfeccionistas são como viajantes do tempo. Quando não estão pensando no passado para encontrar razões para suas supostas falhas, eles estão tentando descobrir uma maneira de transcender suas próprias realizações. Este processo moroso e persistente de ponderação, também conhecido como ruminação, autoperpetua-se. Quanto mais rumina, mais preso à ruminação permanece.

Procrastinação: por que fazer todo aquele esforço quando a perfeição é tão difícil de alcançar? Em vez de trabalhar tão duro apenas para acabar se arrependendo dos próprios atos, é mais fácil decidir não decidir. A solução mais confortável é protelar. Sem decisão não há risco e sem risco não há decepção.

Autodepreciação: o perfeccionista é mestre na arte da autodepreciação. Ninguém critica o perfeccionista com tanto fervor do que ele a si mesmo. Ele acredita ser seu dever encontrar falhas em tudo o que faz. Por nada nunca ser bom o suficiente, encontra-se constantemente reavaliando e questionando suas próprias decisões, como se não fosse competente para resolver seus próprios dilemas.

Culpa: sentir-se culpado por não ser capaz de atingir altos padrões de qualidade é algo muito familiar para o perfeccionista. O perfeccionismo faz com que a culpa se torne uma reação emocional plausível. Se ele não conseguiu se destacar, deve se sentir culpado. A culpa, aliada a uma longa lista de deveres e obrigações, reforça o perfeccionismo e os sentimentos de baixa autoestima, como a inadequação e insegurança pessoal.

Vergonha: como o perfeccionista está sempre monitorando seu próprio comportamento, ele acredita que os outros são capazes de perceber quando seu desempenho não está tão bom quanto “deveria ser”. Ele se sente envergonhado por não ser capaz de cumprir com as exigências de seu ego idealizado, como se todos compartilhassem de suas opiniões inflexíveis.

Se houve identificação com o que foi colocado, é bem provável que você seja perfeccionista. O perfeccionismo é um problema bastante comum. Para superá-lo, faça de sua prioridade praticar o amor-próprio e a autoaceitação. Substitua a sua tendência de crítica excessiva por uma dose diária de complacência. Torne-se seu melhor amigo e diga para você mesmo que é aceitável cometer erros. Aprenda a rir com a ideia de ser escravo de uma metáfora. A perfeição é uma ilusão. Faça do “bom o suficiente” o seu novo “excelente”. Abrace a sua humanidade e faça as pazes com as suas fraquezas. Diante de uma atitude positiva e tolerante, o perfeccionismo não terá chance.

10 dicas para melhorar a saúde emocional e psicológica

Vale a pena investir tempo e dedicação para melhorar a saúde emocional e psicológica.

Todo mundo sabe dos benefícios do exercício e de uma dieta saudável para manter o bem-estar. Associar a boa saúde exclusivamente com a nossa condição física trata-se de um comportamento comum na cultura ocidental. Cuidar de si mesmo a partir de uma perspectiva psicológica e emocional tende a ser negligenciado ou ignorado completamente até que algo mais dramático aconteça, como um episódio de depressão ou de intensa ansiedade. Agimos como se a nossas saúdes cognitiva e emocional não exigissem a nossa atenção e cuidado.

Os fatos contradizem o mérito desta atitude. A depressão foi recentemente apontada como a segunda maior causa de incapacidade em todo o mundo. De acordo com a Associação da Ansiedade e Depressão da América, o custo dos transtornos de ansiedade chega perto de um terço da despesa total do país em problemas relacionados à saúde mental. Embora as estatísticas sejam bastante alarmantes, a maioria das pessoas só reconhece o valor de cuidar da mente e das emoções quando já afetada por um problema de saúde mental.

Felizmente, nunca é tarde para investir no seu bem-estar. Se você acredita estar negligenciando a sua saúde mental e emocional, aqui vão 10 dicas para melhorar a saúde emocional e psicológica:

  1. Estimule o seu intelecto: quando foi a última vez que você desafiou o seu cérebro? Você pode ativar as suas células cinzentas por intermédio de uma leitura mais inspiradora. Diversifique o seu conhecimento com tópicos que você nunca leu antes. Coloque para o lado aqueles romances policiais e saia da sua zona de conforto com uma literatura mais culta e sofisticada.
  2. Mantenha relacionamentos saudáveis: como somos seres sociais, vivemos vidas mais longas e saudáveis quando socialmente ativos. Sentimentos de solidão e o isolamento social estão ligados à depressão e a demência de início tardio. À medida que envelhecemos, no entanto, temos a tendência de priorizar outras áreas em detrimento de nossas vidas sociais. Dedicar tempo e esforço para manter seus relacionamentos não melhora apenas o seu humor, como também estimula a sua cognição.

    melhorar a saúde emocional e psicológica
    Pequenas mudanças de comportamento podem melhorar a sua saúde mental e emocional.
  3. Pratique a autoaceitação: uma autoestima saudável depende da sua capacidade de se amar incondicionalmente. Quando você se aceita do jeito que é e vive em paz com as suas fraquezas, você está menos propenso a desenvolver um problema com o excesso de autocrítica, o perfeccionismo e a baixa autoestima.
  4. Relaxe o corpo e a mente: relaxamento muscular progressivo, meditação, atenção plena (mindfulness), yoga… As opções são muitas. Separe alguns minutos do seu dia para relaxar, restaurar seus níveis de energia e sentir-se em sintonia com o seu corpo.
  5. Aprecie a quietude: pare por um momento e se permita apenas “ser”. Você é um “ser”, então, comporte-se como tal. Não há nada de errado em desfrutar do momento. O dolce far niente é a palavra da hora. Resista à tentação de se distrair com o excesso de atividades e aprenda a apreciar uma existência imperturbável e serena. Você gosta da ideia de ser capaz de desfrutar dos pequenos prazeres da vida? Se você quiser aplicar este conceito maravilhoso na sua própria vida, coloque a sua atenção no aqui e agora. Perceba o que está ao seu redor. Abra os olhos para aquele céu multicolorido e dedique alguns minutos para processar o que você vê e sente.
  6. Aprenda a deixar para lá: se sentir muito apegado a uma ideia ou pensamento pode mantê-lo preso em modo ruminação. Se o seu pensamento não está lhe ajudando a atingir soluções produtivas, está na hora de deixá-lo para lá. Se você achar difícil se distrair ou concentrar em outra coisa, escreva a sua preocupação em um pedaço de papel e o jogue no lixo.
  7. Confie no seu potencial criativo: você não tem de ter um talento artístico para dar asas ao seu potencial criativo. A criatividade pessoal vai além da esfera artística. Você pode usar a sua própria capacidade de pensamento para criar novas maneiras de abordar a vida. Que tal tomar uma nova direção ou investir em um estilo de vida diferente? Quando a sua existência se torna uma encenação repetitiva de uma série de hábitos de longa data, um pouco de imaginação pode ajudá-lo a fazer mudanças positivas. Mesmo que você não se sinta confortável com a ideia de adotar um comportamento diferente, agir “como se” você se sentisse confiante pode lhe dar um gostinho do que você é realmente capaz.
  8. Invista no crescimento e desenvolvimento pessoais: fazer trabalho voluntário, ampliar as suas qualificações, adotar um papel ativo na sua comunidade, passar mais tempo com amigos e família, motivar-se para fazer o que você realmente ama, livrar-se de maus hábitos, introduzir hábitos saudáveis, a lista é grande! Celebre a sua humanidade e reconecte-se consigo mesmo, com as outras pessoas e o mundo ao seu redor.
  9. Mantenha um diário do seu humor: manter um registro diário de seus humores é uma excelente maneira de adquirir maior conhecimento sobre seus próprios sentimentos. Conectar bons e maus sentimentos com certos pensamentos e comportamentos lhe permitirá compreender as suas motivações e controlar o seu humor de forma mais eficaz.
  10. Faça Terapia Cognitivo-Comportamental: há momentos em que contar com a ajuda de um profissional representa a melhor escolha para implementar mudanças saudáveis na sua própria vida. A TCC é famosa por seus excelentes resultados no tratamento de uma ampla variedade de problemas. Por meio da TCC, você aprenderá maneiras alternativas de resolver problemas, tornando-se melhor equipado para lidar com desafios futuros.

Cuidar de si mesmo envolve monitorar a sua saúde psicológica e emocional. Você pode melhorar a sua qualidade de vida aumentando a sua consciência sobre a importância de uma boa relação entre o seu corpo e a sua mente. Priorizar um ou rejeitar o valor de seus próprios sentimentos completamente, pode ter um impacto profundo no seu bem-estar. Para evitar de descobrir sobre essa simples verdade da forma mais difícil, seja proativo. Pratique o amor-próprio e estenda o cuidado a si mesmo para toda a extensão do seu corpo, da cabeça aos pés.

Crítica construtiva x crítica destrutiva

A crítica construtiva estimula a autoestima e o amor-próprio.

Dar ou receber críticas com dignidade e compaixão não é uma tarefa fácil. Todos somos capazes de reconhecer os benefícios de uma perspectiva diferente. A crítica promove a aprendizagem e o autoaperfeiçoamento, seja em nossa vida pessoal ou profissional. Quando o momento de compartilhar uma opinião diferente faz-se presente, no entanto, lidar com a crítica com imposição pode apresentar dificuldades.

Como a crítica tem o potencial de ferir e influenciar os outros de uma maneira poderosa, a responsabilidade de quem a faz é sempre maior. Nossas verdadeiras intenções tendem a ser obscuras. A aparente vontade de “ajudar” pode de fato emergir de um desejo profundo e de longa data de controlar e manipular as outras pessoas. Mesmo nos casos em que uma crítica é motivada por nada mais do que boas intenções, fazê-la com respeito e consideração é um grande talento.

Infelizmente, somos incapazes de prever a reação dos outros ao que temos a dizer. Nossas experiências individuais com a crítica têm suas maneiras únicas de moldar a nossa percepção. O que alguns aceitam sem maiores problemas pode ser prejudicial para outros. A melhor maneira de analisar a crítica é vê-la como uma moeda de duas faces. De um lado, é construtiva (boa, produtiva e compassiva), enquanto do outro contém características destrutivas (ineficaz, improdutiva e egoísta).

A crítica construtiva é realizada de maneira calma e serena. Quando se é exposto a críticas construtivas, é como se estivesse se ouvindo somente mais uma informação. A crítica construtiva não altera o tom da conversa de forma dramática, soa como uma oferta de ajuda, tentadora demais para ser recusada. É como um convite para participar de algo bom:

crítica construtiva
A crítica pode ser construtiva ou destrutiva.

A: Eu conheço uns livros excelentes para ajudá-lo a escrever este artigo, você gostaria de vê-los?

B: Tudo bem com a torta? Você precisa de ajuda?

C: Eu tenho algumas dicas práticas para ajudar você a gerenciar o seu tempo um pouco melhor, você gostaria de ouvi-las?

A crítica destrutiva soa como um ataque pessoal, pois repleta de emoções fortes e colorida com termos e expressões de conotações negativas que fazem você se sentir inadequado. Ela muda o fluxo harmonioso da conversa fazendo com que se torne algo inquietante e imprevisível. Sentindo-se encurralado, você muda imediatamente de humor e se torna defensivo, mesmo sem perceber.

A: Este texto está mal escrito. Não faz qualquer sentido! Parece que você não leu nem compreendeu nenhuma coisa sobre o assunto.

B: Você não tem ideia do que você está fazendo, não é mesmo? Sem a minha ajuda esta sua torta vai desmoronar!

C: Eu não posso acreditar que você está atrasado com este projeto. Por que é tão difícil para você respeitar um prazo?

Como a crítica construtiva é realizada com o fim de ajudar o receptor, é feita com cuidado e respeito, reconhecendo as habilidades já existentes de quem a recebe. Ela é rica em detalhes, clara e específica para que você saiba exatamente o que fez de errado ou o que poderia ser melhorado. A crítica construtiva é, portanto, prática e simples; contribuindo positivamente para melhorar a experiência de aprendizagem do receptor:

 

A: Eu entendi o que você quer dizer ao lidar com esta questão. Vale a pena explorá-la com maior profundidade. Que tal adicionar alguns exemplos para tornar o texto mais claro para o leitor? Você poderia começar com algo assim…

B: Os ingredientes foram bem misturados, você só precisa untar a forma se não a massa vai ficar grudada no fundo. Você ainda pode untar a forma antes de colocá-la no forno, mas vai ter de mover a massa para outro recipiente primeiro.

C: Eu gosto do fato de que você tenha conseguido fazer com que todos se mobilizassem a trabalhar nas nossas prioridades. Porque não temos muito tempo com este cliente em particular, poderíamos acelerar o processo ainda mais se você…

A crítica destrutiva, por outro lado, é exagerada e vaga. Como seu objetivo é de intimidar, menosprezar ou até mesmo humilhar, ela não contém informações que sejam válidas para o receptor. Em lugar de seu foco ser em um comportamento específico, concentra-se em desmoralizar a pessoa que a recebe:

A: Esse texto está absolutamente horrível. Como você pode esperar que alguém entenda isso? Você vai ter de fazer tudo de novo!

B: Está torta é um verdadeiro desastre! Não está cozida. Assar não é mesmo o seu forte!

C: Eu esperava muito mais de alguém na sua posição. Qualquer um diria que você poderia ter feito um trabalho muito melhor do que fez até agora!

Seja em casa com seu cônjuge ou filhos, no trabalho com seus colegas ou empregados ou na rua com amigos ou família, compartilhar seus pontos de vista com respeito e compaixão pode fazer maravilhas para todos os envolvidos. A crítica produtiva ajuda as pessoas a se conectarem e a crescerem. Dedicar tempo e paciência para refletir sobre as suas avaliações sempre compensa no final. Mesmo que o conceito de crítica produtiva nunca tenha tido aplicação real na sua própria vida, você pode começar uma nova tendência utilizando-a com as pessoas ao seu redor. Nunca é tarde para incorporar mudanças positivas no seu comportamento. Você pode assumir controle das regras do jogo e fazer da crítica uma experiência vencedora.

Suposições

As suposições têm um grande poder de influência sobre o comportamento humano. Como firmes crentes na Lei da Causa e Efeito, nós agimos de acordo com o que acreditamos. Se eu suponho não ser qualificado o suficiente para uma determinada posição e, portanto, sem chance para conseguir um emprego, é provável que não me candidate à vaga. Suposições são de natureza geral e tendem a seguir uma abordagem que vai ao encontro do senso comum. Elas são afirmações com ampla aplicação e alta associação, mas que, quando inspeci

suposições
As suposições derivam de nossas crenças centrais sobre nós mesmos, o mundo e as outras pessoas.

onadas com objetividade, deixam de refletir a complexidade de contextos individuais, probabilidade ou fatores aleatórios. Eu posso ter outras qualidades além de qualificações que correspondam às expectativas daquele entrevistador em particular, naquele determinado momento. Como eu não tenho nenhum acesso ao que o futuro reserva, a minha escolha é, em última análise, baseada em uma suposição.

As suposições – ou crenças intermediárias, em termos cognitivos – derivam de nossas crenças centrais sobre nós mesmos, o mundo e as outras pessoas. Crenças centrais são, predominantemente, produto da nossa educação. Essas crenças são reforçadas por meio de recompensas de comportamento e tendem a refletir valores culturais mantidos por uma maioria. Quando crianças, nós aprendemos a usar as nossas crenças centrais como quadros pessoais de referência para pensamentos e comportamentos amplamente aceitos pelos outros, como nossos pais, professores e amigos. Ao longo do nosso desenvolvimento, relacionamo-nos com pessoas que se identificam (conscientemente ou não) com nossas crenças centrais e as suposições provenientes destas. Ir contra ao que todo mundo pensa – não agir de acordo com as crenças centrais dos outros – faz com que nos destaquemos como não-convencionais. Não ser considerado normal pode resultar em desconforto emocional. Nós pagamos um preço alto por irmos contra a corrente.

A experiência humana é tão rica que torna a credibilidade de absolutos disputável. Suposições tendem a ignorar esta mesma riqueza, pois não nos fazem justiça. Seres humanos são indivíduos complexos que estão constantemente se adaptando às exigências de um novo amanhã. O que eu achava certo há dez anos pode não corresponder a minha realidade atual, mesmo que eu tenha me sentido intensamente inclinado a acreditar na ideia naquela época. Aqueles que adotam uma atitude flexível em relação às crenças centrais e às suposições das quais se originam têm maior probabilidade de atingir níveis satisfatórios de autorrealização e crescimento pessoal.

Eis dois exemplos de suposições que não lhe favorecem:

“Se eu tratar os outros com respeito, eu posso esperar ser tratado da mesma forma”

Uma regra de ouro introduzida por mamãe e papai para justificar o seu comportamento gentil para com os outros. Esta suposição pode ter lhe ensinado boas maneiras lá quando você tinha 5 anos de idade, mas agora está afetando seu humor de forma negativa.

Ter expectativas fixas sobre as reações dos outros é uma atitude irrealista. Seres humanos são indivíduos que respondem a um único agente: seus próprios “eus”. Mesmo quando não tendo um verdadeiro eu, a escolha de seguir o que os outros pensam permanece uma escolha própria. É impossível não-ser humano. “Ser” também inclui se sentir hostil, arrogante, ansioso, impaciente, irritadiço, deprimido, inquieto, angustiado, triste, distraído e absorto em si mesmo. Em essência, sentimentos não são guiados por um senso de justiça, também precedem de convenções sociais ou de intenção pessoal. Existem alguns vinculados somente ao ato de ser, que levar para o lado pessoal quando o comportamento de alguém não corresponde à sua expectativa significa desperdício de energia emocional. Você pode racionar emoções preciosas evitando avaliar o comportamento dos outros em relação a você. Torne-se um observador, faça uma nota mental do que vê e sente sem acrescentar maior significado ao evento. Esta é uma atitude simples, mas que contribui grandemente para o seu senso de domínio sobre o seu próprio humor.

“Se eu me esforçar muito para alcançar algo significa que vou ter sucesso”

Outra suposição que está no centro de tantos sentimentos de decepção. Nosso objetivo tantas vezes fica centrado em nós mesmos que ignoramos os demais fatores que exercem um papel relevante no desenvolvimento de nossas vidas. Há um grande número de fatores que pode contribuir (ou não) para o sucesso de tudo o que fazemos. Seja na vida pessoal ou profissional, você não é a única influência em todas as coisas ou pessoas. Você é limitado na sua capacidade de moldar a sua própria realidade. Trabalhar duro pode não ser tudo o que é preciso para garantir aquela promoção. Manter uma boa aparência ou agir de maneira correta pode não ser suficiente para manter aquele relacionamento. Só porque você se dedica a passar tempo com seu filho não significa que vocês vão acabar compartilhando os mesmos interesses.

Como causa e efeito, a relação entre quantidade e qualidade não pode ser definida de forma acurada por meio de números absolutos. Quase nada é 100% estático quando se trata da experiência humana, apenas que nascemos e, geralmente e um pouco mais tarde, morremos. Mesmo que você observe algumas tendências entre o seu grau de dedicação e o seu desempenho, isso não significa que seus resultados serão sempre idênticos em cada tentativa. Abrir a sua percepção para a incerteza da vida é um dom tão relevante quanto qualquer outro. O conhecimento é poder, mas também pode fazer da sua mente prisioneira da autossuficiência. A liberdade também é conquistada com a aceitação e a coragem de simplesmente “deixar pra lá”.

Suposições não são totalmente irracionais, desde que preservemos seu significado denotativo. Uma atitude saudável em face das suposições é ter em mente que uma crença continua a ser uma crença, independente de quão fortemente eu me sinta em relação a ela. Suposições não são fatos, mas noções subjetivas generalizadas que não necessitam de prova para serem validadas. O tempo pode ser uma indicação da forte conexão entre uma suposição e o senso de identidade de um grupo, mas isso é tudo. Porque uma suposição foi mantida por um longo período de tempo não quer dizer que isso seja suficiente para torná-la verdadeira. Você se sentiria confortável com a ideia de que a Terra é plana hoje em dia? Esta crença mantida por mais de 200 anos, mesmo assim, não alterou a forma do nosso planeta.