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5 regras saudáveis para tratar-se com amor e respeito

A autoestima é uma linguagem. A linguagem da autoestima é bondosa, tolerante e compassiva. Quando você usa a linguagem da autoestima consigo mesmo e não apenas com as outras pessoas, trata-se com o amor e respeito suficientes para nutrir uma autoestima saudável de dentro para fora. O primeiro passo para mudar o tom do seu diálogo interior – de autocrítico para complacente e respeitoso – é monitorá-lo ativamente. Comece a vigiar os seus pensamentos quando ruminando ou sentindo-se preso em um ciclo de detecção de falhas, logo após, em vez de reagir passivamente ao ataque de seus próprios pensamentos, use a linguagem da autoestima para questionar as afirmações de caráter antagônico. Abaixo você encontrará 5 regras saudáveis ​​para tratar-se com amor e respeito que irão ajudá-lo a introduzir a autoaceitação em sua vida:

5 regras saudáveis para tratar-se com amor e respeito
Aprenda como nutrir a sua autoestima

1- Chega de rótulos

Quando alguém comete um erro, você chama esta pessoa de “idiota”? Se um amigo pergunta como está, você responde com “velho”, “gordo” ou “feio”? É claro que não. A rotulação – ou o ato de usar palavras de conotações negativas para se descrever de uma maneira global e, muitas vezes, imprecisa – machuca. Não se engane: as palavras são poderosas. O hábito de se rotular não está lhe fazendo nenhum favor. A rotulação não ajuda tampouco conforta, mas pelo contrário, coloca para baixo e humilha.

2- Chega de “eu deveria ter”

Na TCC, a expressão “eu deveria ter” é frequentemente referida como uma tirana. Isso é porque há pouca ou nenhuma possibilidade de negociação após uma afirmativa com “eu deveria ter”. Imagine: o seu carro quebra no meio do nada quando você percebe que esqueceu seu telefone celular em casa. Você vai se atrasar para o trabalho, o que o deixa profundamente irritado. Você diz a si mesmo: “Eu deveria ter verificado se eu estava com o meu telefone antes de sair de casa”. Você se sente ainda mais frustrado e começa a questionar a sua capacidade de “fazer algo certo”. A sua raiva se acumula ainda mais até que se transforma em um ódio implacável a sua pessoa. Declarações do tipo “eu deveria ter…” são irritantes lembretes de suas falhas e deficiências. Portanto, não têm nenhum propósito produtivo, exceto piorar ainda mais o seu mau humor.

3- Elogie-se

Você conseguiu finalizar um dia de trabalho sem maiores problemas em uma quarta-feira superentediante. Bom trabalho! Você foi capaz de concentrar-se em comer bem e consumiu uma baixa quantidade de carboidratos por dois dias consecutivos. Parabéns! Por que ficar esperando o reconhecimento dos outros como um viciado desesperado por aprovação, quando você pode dar a si mesmo o melhor presente do mundo, ou seja, a autoestima? Você tem todo o direito de expressar gratidão e admiração por si mesmo e suas próprias realizações, sejam elas grandes ou pequenas. Praticar o amor-próprio regularmente não faz de você um narcisista. A autoestima em boa medida – reconhecer não só quando você falha, mas também quando tem sucesso – consolida a base do nosso bem-estar emocional e psicológico.

4- Reconheça seus esforços

Se você só se permite elogiar-se quando alcança resultados positivos, a sua autoestima é condicional. O que acontece quando você não consegue satisfazer tal condição? Você se preocupa e autocritica excessivamente. Como resultado, você acaba sentindo uma mistura desagradável de tristeza, frustração e ansiedade. O amor-próprio condicional pode fazer sentido em teoria, mas na prática é contraproducente. Aqueles que reconhecem o valor da tentativa e erro tendem a não desistir de conquistarem o que desejam. Ver seus erros como elementos essenciais de uma jornada de aprendizado reforça o engajamento e o senso de conexão com os seus objetivos de vida.

5- Conforte-se

Você tem todo o direito de sentir pena de si mesmo de vez em quando. Abordar seus próprios sentimentos negativos com amor e complacência é essencial para a saúde emocional. Ao sentir-se decepcionado com um resultado negativo, permita-se lamentar-se e processar a sua dor. Reserve algumas palavras de consolo para si mesmo, como “é normal sentir-se mal quando as coisas não acontecem como esperado”. Validar seus sentimentos permite que você se honre de maneira integral e independentemente das circunstâncias.

Tratar a si mesmo como se trata a um amigo faz maravilhas a sua autoestima. Se você acredita nos benefícios de tratar os outros com bondade através da comunicação na linguagem da autoestima, aplique essa maravilhosa sabedoria também no seu tratamento de si mesmo. Nutrir um relacionamento saudável com você mesmo lhe dará a força e confiança necessárias para que leve uma vida agradável e gratificante.

5 crenças comuns dos procrastinadores

A procrastinação refere-se a um problema muito familiar. Se, às vezes, você sente dificuldade de se motivar, você pode ser propenso à procrastinação. Como crenças negativas encontram-se presentes na raiz de nossas vulnerabilidades psicológicas mais comuns, é vantajoso tomar consciência das atitudes, regras e suposições que estejam lhe impedindo de realizar o que deseja.

Aqui estão 5 crenças comuns dos procrastinadores:

1- “Se eu não posso fazer melhor, não vale a pena fazer coisa alguma”

Perfeccionismo não significa um talento, mas um assassino da autoconfiança. O perfeccionista desperdiça tempo precioso em pensamentos improdutivos enquanto a vida passa despercebida. Aprenda como valorizar a sua própria humanidade aceitando a ideia de tentativa e erro e celebrando seus esforços. Dez mil ações “suficientemente boas” são muito mais gratificantes em longo prazo do que realizar um único ato perfeito.

2- “Quem não arrisca não se desaponta”

5 crenças comuns dos procrastinadores
A procrastinação é um problema muito familiar

Se você aprecia seus esforços – e não apenas resultados perfeitos – você não tem medo de assumir riscos. A autoconfiança é nutrida de dentro para fora. Adote uma atitude complacente sempre que se tornar corajoso o suficiente para sair de sua zona de conforto. Aja como seu melhor amigo e diga a si mesmo que tentar é tão bom quanto ser bem-sucedido. Elogie-se, mesmo quando parece que ninguém mais está prestando atenção em você. Não espere por reconhecimento externo para construir um senso interior de autoestima, mas deixe o amor-próprio incondicional guiá-lo por meio de seus esforços.

3- “Nada nunca dá certo pra mim”

Na TCC, os pensamentos automáticos são classificados como erros cognitivos devido a sua perspectiva irrealista. Dizer a si mesmo que absolutamente nada nunca dá certo para você é uma declaração global e simplista demais para refletir a realidade objetiva de maneira acurada. Você não está se esquecendo de reconhecer algumas coisas boas que conseguiu alcançar? Se for assim, então você está permitindo que o perfeccionismo mine a sua autoconfiança.

4- “Se eu não sinto vontade de fazer isso, significa que não devo fazê-lo”

Você ficaria surpreso em saber como essa crença é falsa. Quando você consegue superar aquela resistência inicial, você normalmente descobre que pode fazer o que havia se determinado e com certa facilidade. Motive-se para desenvolver, pouco a pouco, uma tolerância cada vez maior ao desconforto. Tenha como um de seus objetivos desafiar os pensamentos que parecem estar contra você. Questione as formas de pensar negativas e improdutivas através do aumento da sua autoconsciência. Afinal, quem está no controle, você ou os seus pensamentos?

5- “Eu não tenho tempo pra isso”

Verdade? Ou essa não é apenas mais uma desculpa para não se dedicar a algo novo ou introduzir mudanças positivas em sua vida? Se você realmente sente que o tempo está contra você, é recomendável descobrir o que você faz de fato com ele. Reserve alguns minutos durante a próxima semana para anotar o que você faz com o seu tempo de hora em hora e todos os dias da semana de segunda a domingo. Em seguida, analise suas descobertas e avalie como você tem gerenciado seu tempo. Quais são as suas tarefas prioritárias? Quais atividades poderiam ser excluídas, encurtadas ou estendidas para permitir que você atinja seus objetivos de autoaperfeiçoamento? A estruturação ativa de sua rotina diária é uma iniciativa de apropriar-se de si mesmo que desembocará em um renovado senso de controle e responsabilidade sobre a sua própria vida.

Para vencer a batalha contra a procrastinação e tornar-se mais produtivo, dirija a sua atenção aos erros em seu pensamento. Pensamentos demasiado gerais ou com uma mensagem de rigidez, perfeccionismo ou tendenciosidade para o negativo, por exemplo, são famosos por resultarem em conflito pessoal e sentimentos de inadequação. Monitorar pensamentos disfuncionais requer pouco esforço e dedicação de sua parte, além de auxiliar na realização de seu potencial de maneira saudável e independente.

A autoestima em termos práticos

Embora possuamos conhecimento intuitivo do que signifique amar e aceitar a si próprio, às vezes, torna-se difícil definir a autoestima em termos práticos. Naturalmente, trata-se de um conceito difícil de elucidar sem soar muito abstrato, a tal ponto que alguns psicólogos, como Albert Ellis (2005) – também escritor e fundador da Terapia Racional Emotiva Comportamental – questionaram sua relevância. Mesmo que não concordemos a respeito do poder da autoestima, somos capazes de reconhecer os comportamentos que nos fazem “sentir bem”, confiante e em harmonia com nós mesmos.

Como não é a minha intenção estender o debate, tampouco aborrecer-lhe com uma longa lista de sinônimos, eu reuni 5 conceitos que considero como os pilares de uma autoestima saudável. Meu objetivo consiste em explicar a autoestima em termos práticos, de modo que você desenvolva um mapa claro do que ela significa.

A seguir a autoestima em termos práticos:

IDENTIDADE: a minha autoestima é alta quando eu sei quem eu sou e o que quero, assim como meus gostos e preferências. A boa autoestima é reflexo da minha capacidade de me identificar com quem sou, além de me permitir viver de acordo com o que realça meu caráter e personalidade. Meu senso de identidade também me conecta com o aqui e agora, guiando-me na direção do autoconhecimento e para onde eu realmente quero estar. Faz-me sentir inteiro, congruente e em harmonia comigo mesmo.

Pontos fortes associados com um bom senso de identidade: confiança, autoconfiança, congruência, autonomia, integridade

LIMITES: meus limites pessoais, quando seguros e ativos, conferem-me uma sensação de controle e autonomia sobre mim mesmo. Quando sou capaz de dizer “não” ao que não me convém, priorizo o meu bem-estar contra interferências prejudiciais. Meus limites também protegem e preservam a minha integridade. Honrar meus sentimentos e respeitar os meus limites resulta em um processo de autoafirmação e fortalecimento da minha própria essência por meio de minhas ações e comportamentos.

Pontos fortes associados com limites pessoais saudáveis: assertividade, autorrespeito, independência, confiabilidade

VALORES FLEXÍVEIS: uma boa autoestima também depende de minha habilidade de reestruturar minhas crenças para que correspondam a minha identidade, pois valores saudáveis se adaptam às minhas necessidades e circunstâncias pessoais. Quando o que acredito vai ao encontro de quem sou e de minhas escolhas, sinto-me em união comigo mesmo. Meus valores não são estagnados ou criados para transcender o tempo, mas se desenvolvem juntamente comigo e ao longo do meu próprio processo de mudança e crescimento pessoal.

Pontos fortes associados com valores flexíveis: flexibilidade, tolerância, bondade, empatia, espontaneidade, criatividade, mente aberta e complacência

ATRIBUTOS POSITIVOS E VULNERABILIDADES: aqueles com uma autoestima saudável são capazes de reconhecer as suas qualidades e viver em paz com seus pontos fracos. Eles exibem um maior nível de autoconhecimento, pois são capazes de se autoavaliarem considerando todos os aspectos que os tornam únicos, sejam negativos ou positivos, e de maneira não tendenciosa.

Pontos fortes associados com atributos positivos e vulnerabilidades: objetividade, imparcialidade, maturidade, honestidade, justiça, autoaceitação

JULGAMENTO EQUILIBRADO: a capacidade de distanciar-se de seu próprio comportamento e analisá-lo a partir de uma perspectiva realista é uma das melhores maneiras de demonstrar amor e respeito por si mesmo. Sua autoestima recebe um impulso duradouro quando você consegue não equiparar o seu valor exclusivamente à qualidade de suas ações, mas é capaz de valorizar a si mesmo independentemente do resultado.

Pontos fortes associadas a um julgamento equilibrado: praticidade, clareza, inteligência, racionalidade, precisão, confiabilidade

Dependendo de sua educação ou perfil cognitivo, pode tornar-se difícil manter os mencionados pilares para sustentarem a sua autoestima. Se você precisa de ajuda extra com isso, veja as minhas recomendações de leitura sobre a autoestima. Para obter ajuda profissional, entre em contato comigo para saber como eu posso ajudá-lo a aumentar a sua autoestima com a Terapia Cognitivo-Comportamental.

autoestima em termos práticos

Referencia:

Ellis, Albert (2005). The Myth of Self-esteem: How Rational Emotive Behaviour Therapy Can Change Your Life Forever. Amherst, NY: Prometheus.

10 dicas para melhorar a saúde emocional e psicológica

Vale a pena investir tempo e dedicação para melhorar a saúde emocional e psicológica.

Todo mundo sabe dos benefícios do exercício e de uma dieta saudável para manter o bem-estar. Associar a boa saúde exclusivamente com a nossa condição física trata-se de um comportamento comum na cultura ocidental. Cuidar de si mesmo a partir de uma perspectiva psicológica e emocional tende a ser negligenciado ou ignorado completamente até que algo mais dramático aconteça, como um episódio de depressão ou de intensa ansiedade. Agimos como se a nossas saúdes cognitiva e emocional não exigissem a nossa atenção e cuidado.

Os fatos contradizem o mérito desta atitude. A depressão foi recentemente apontada como a segunda maior causa de incapacidade em todo o mundo. De acordo com a Associação da Ansiedade e Depressão da América, o custo dos transtornos de ansiedade chega perto de um terço da despesa total do país em problemas relacionados à saúde mental. Embora as estatísticas sejam bastante alarmantes, a maioria das pessoas só reconhece o valor de cuidar da mente e das emoções quando já afetada por um problema de saúde mental.

Felizmente, nunca é tarde para investir no seu bem-estar. Se você acredita estar negligenciando a sua saúde mental e emocional, aqui vão 10 dicas para melhorar a saúde emocional e psicológica:

  1. Estimule o seu intelecto: quando foi a última vez que você desafiou o seu cérebro? Você pode ativar as suas células cinzentas por intermédio de uma leitura mais inspiradora. Diversifique o seu conhecimento com tópicos que você nunca leu antes. Coloque para o lado aqueles romances policiais e saia da sua zona de conforto com uma literatura mais culta e sofisticada.
  2. Mantenha relacionamentos saudáveis: como somos seres sociais, vivemos vidas mais longas e saudáveis quando socialmente ativos. Sentimentos de solidão e o isolamento social estão ligados à depressão e a demência de início tardio. À medida que envelhecemos, no entanto, temos a tendência de priorizar outras áreas em detrimento de nossas vidas sociais. Dedicar tempo e esforço para manter seus relacionamentos não melhora apenas o seu humor, como também estimula a sua cognição.

    melhorar a saúde emocional e psicológica
    Pequenas mudanças de comportamento podem melhorar a sua saúde mental e emocional.
  3. Pratique a autoaceitação: uma autoestima saudável depende da sua capacidade de se amar incondicionalmente. Quando você se aceita do jeito que é e vive em paz com as suas fraquezas, você está menos propenso a desenvolver um problema com o excesso de autocrítica, o perfeccionismo e a baixa autoestima.
  4. Relaxe o corpo e a mente: relaxamento muscular progressivo, meditação, atenção plena (mindfulness), yoga… As opções são muitas. Separe alguns minutos do seu dia para relaxar, restaurar seus níveis de energia e sentir-se em sintonia com o seu corpo.
  5. Aprecie a quietude: pare por um momento e se permita apenas “ser”. Você é um “ser”, então, comporte-se como tal. Não há nada de errado em desfrutar do momento. O dolce far niente é a palavra da hora. Resista à tentação de se distrair com o excesso de atividades e aprenda a apreciar uma existência imperturbável e serena. Você gosta da ideia de ser capaz de desfrutar dos pequenos prazeres da vida? Se você quiser aplicar este conceito maravilhoso na sua própria vida, coloque a sua atenção no aqui e agora. Perceba o que está ao seu redor. Abra os olhos para aquele céu multicolorido e dedique alguns minutos para processar o que você vê e sente.
  6. Aprenda a deixar para lá: se sentir muito apegado a uma ideia ou pensamento pode mantê-lo preso em modo ruminação. Se o seu pensamento não está lhe ajudando a atingir soluções produtivas, está na hora de deixá-lo para lá. Se você achar difícil se distrair ou concentrar em outra coisa, escreva a sua preocupação em um pedaço de papel e o jogue no lixo.
  7. Confie no seu potencial criativo: você não tem de ter um talento artístico para dar asas ao seu potencial criativo. A criatividade pessoal vai além da esfera artística. Você pode usar a sua própria capacidade de pensamento para criar novas maneiras de abordar a vida. Que tal tomar uma nova direção ou investir em um estilo de vida diferente? Quando a sua existência se torna uma encenação repetitiva de uma série de hábitos de longa data, um pouco de imaginação pode ajudá-lo a fazer mudanças positivas. Mesmo que você não se sinta confortável com a ideia de adotar um comportamento diferente, agir “como se” você se sentisse confiante pode lhe dar um gostinho do que você é realmente capaz.
  8. Invista no crescimento e desenvolvimento pessoais: fazer trabalho voluntário, ampliar as suas qualificações, adotar um papel ativo na sua comunidade, passar mais tempo com amigos e família, motivar-se para fazer o que você realmente ama, livrar-se de maus hábitos, introduzir hábitos saudáveis, a lista é grande! Celebre a sua humanidade e reconecte-se consigo mesmo, com as outras pessoas e o mundo ao seu redor.
  9. Mantenha um diário do seu humor: manter um registro diário de seus humores é uma excelente maneira de adquirir maior conhecimento sobre seus próprios sentimentos. Conectar bons e maus sentimentos com certos pensamentos e comportamentos lhe permitirá compreender as suas motivações e controlar o seu humor de forma mais eficaz.
  10. Faça Terapia Cognitivo-Comportamental: há momentos em que contar com a ajuda de um profissional representa a melhor escolha para implementar mudanças saudáveis na sua própria vida. A TCC é famosa por seus excelentes resultados no tratamento de uma ampla variedade de problemas. Por meio da TCC, você aprenderá maneiras alternativas de resolver problemas, tornando-se melhor equipado para lidar com desafios futuros.

Cuidar de si mesmo envolve monitorar a sua saúde psicológica e emocional. Você pode melhorar a sua qualidade de vida aumentando a sua consciência sobre a importância de uma boa relação entre o seu corpo e a sua mente. Priorizar um ou rejeitar o valor de seus próprios sentimentos completamente, pode ter um impacto profundo no seu bem-estar. Para evitar de descobrir sobre essa simples verdade da forma mais difícil, seja proativo. Pratique o amor-próprio e estenda o cuidado a si mesmo para toda a extensão do seu corpo, da cabeça aos pés.

Crítica construtiva x crítica destrutiva

A crítica construtiva estimula a autoestima e o amor-próprio.

Dar ou receber críticas com dignidade e compaixão não é uma tarefa fácil. Todos somos capazes de reconhecer os benefícios de uma perspectiva diferente. A crítica promove a aprendizagem e o autoaperfeiçoamento, seja em nossa vida pessoal ou profissional. Quando o momento de compartilhar uma opinião diferente faz-se presente, no entanto, lidar com a crítica com imposição pode apresentar dificuldades.

Como a crítica tem o potencial de ferir e influenciar os outros de uma maneira poderosa, a responsabilidade de quem a faz é sempre maior. Nossas verdadeiras intenções tendem a ser obscuras. A aparente vontade de “ajudar” pode de fato emergir de um desejo profundo e de longa data de controlar e manipular as outras pessoas. Mesmo nos casos em que uma crítica é motivada por nada mais do que boas intenções, fazê-la com respeito e consideração é um grande talento.

Infelizmente, somos incapazes de prever a reação dos outros ao que temos a dizer. Nossas experiências individuais com a crítica têm suas maneiras únicas de moldar a nossa percepção. O que alguns aceitam sem maiores problemas pode ser prejudicial para outros. A melhor maneira de analisar a crítica é vê-la como uma moeda de duas faces. De um lado, é construtiva (boa, produtiva e compassiva), enquanto do outro contém características destrutivas (ineficaz, improdutiva e egoísta).

A crítica construtiva é realizada de maneira calma e serena. Quando se é exposto a críticas construtivas, é como se estivesse se ouvindo somente mais uma informação. A crítica construtiva não altera o tom da conversa de forma dramática, soa como uma oferta de ajuda, tentadora demais para ser recusada. É como um convite para participar de algo bom:

crítica construtiva
A crítica pode ser construtiva ou destrutiva.

A: Eu conheço uns livros excelentes para ajudá-lo a escrever este artigo, você gostaria de vê-los?

B: Tudo bem com a torta? Você precisa de ajuda?

C: Eu tenho algumas dicas práticas para ajudar você a gerenciar o seu tempo um pouco melhor, você gostaria de ouvi-las?

A crítica destrutiva soa como um ataque pessoal, pois repleta de emoções fortes e colorida com termos e expressões de conotações negativas que fazem você se sentir inadequado. Ela muda o fluxo harmonioso da conversa fazendo com que se torne algo inquietante e imprevisível. Sentindo-se encurralado, você muda imediatamente de humor e se torna defensivo, mesmo sem perceber.

A: Este texto está mal escrito. Não faz qualquer sentido! Parece que você não leu nem compreendeu nenhuma coisa sobre o assunto.

B: Você não tem ideia do que você está fazendo, não é mesmo? Sem a minha ajuda esta sua torta vai desmoronar!

C: Eu não posso acreditar que você está atrasado com este projeto. Por que é tão difícil para você respeitar um prazo?

Como a crítica construtiva é realizada com o fim de ajudar o receptor, é feita com cuidado e respeito, reconhecendo as habilidades já existentes de quem a recebe. Ela é rica em detalhes, clara e específica para que você saiba exatamente o que fez de errado ou o que poderia ser melhorado. A crítica construtiva é, portanto, prática e simples; contribuindo positivamente para melhorar a experiência de aprendizagem do receptor:

 

A: Eu entendi o que você quer dizer ao lidar com esta questão. Vale a pena explorá-la com maior profundidade. Que tal adicionar alguns exemplos para tornar o texto mais claro para o leitor? Você poderia começar com algo assim…

B: Os ingredientes foram bem misturados, você só precisa untar a forma se não a massa vai ficar grudada no fundo. Você ainda pode untar a forma antes de colocá-la no forno, mas vai ter de mover a massa para outro recipiente primeiro.

C: Eu gosto do fato de que você tenha conseguido fazer com que todos se mobilizassem a trabalhar nas nossas prioridades. Porque não temos muito tempo com este cliente em particular, poderíamos acelerar o processo ainda mais se você…

A crítica destrutiva, por outro lado, é exagerada e vaga. Como seu objetivo é de intimidar, menosprezar ou até mesmo humilhar, ela não contém informações que sejam válidas para o receptor. Em lugar de seu foco ser em um comportamento específico, concentra-se em desmoralizar a pessoa que a recebe:

A: Esse texto está absolutamente horrível. Como você pode esperar que alguém entenda isso? Você vai ter de fazer tudo de novo!

B: Está torta é um verdadeiro desastre! Não está cozida. Assar não é mesmo o seu forte!

C: Eu esperava muito mais de alguém na sua posição. Qualquer um diria que você poderia ter feito um trabalho muito melhor do que fez até agora!

Seja em casa com seu cônjuge ou filhos, no trabalho com seus colegas ou empregados ou na rua com amigos ou família, compartilhar seus pontos de vista com respeito e compaixão pode fazer maravilhas para todos os envolvidos. A crítica produtiva ajuda as pessoas a se conectarem e a crescerem. Dedicar tempo e paciência para refletir sobre as suas avaliações sempre compensa no final. Mesmo que o conceito de crítica produtiva nunca tenha tido aplicação real na sua própria vida, você pode começar uma nova tendência utilizando-a com as pessoas ao seu redor. Nunca é tarde para incorporar mudanças positivas no seu comportamento. Você pode assumir controle das regras do jogo e fazer da crítica uma experiência vencedora.