Categoria: <span>Autoconfiança</span>

Crenças negativas comuns de quem sofre de TEPT-C

Crenças negativas comuns de quem sofre de TEPT-C
Os indivíduos sofredores de TEPT-C têm dificuldade de pensar e sentirem-se bem consigo próprios

Os indivíduos sofredores de TEPT-C (Transtorno do Estresse Pós-Traumático Complexo) apresentam uma visão de si próprios, do mundo e das outras pessoas por meio da lente distorcida do trauma de ordem complexa. As vítimas deste tipo de trauma possuem dificuldade de manterem uma perspectiva objetiva e neutra devido às experiências adversas que afetaram a sua neurobiologia e capacidade de viverem no presente sem uma necessidade exagerada de se proteger contra futuros perigos. Se acredita que é o seu caso, é importante identificar as crenças que perpetuam a sensação de insegurança, desesperança, impotência, desconexão e isolamento, tais como as mencionadas abaixo:

Há algo de muito errado comigo

Eu não tenho controle sobre as minhas emoções

Estou sozinho neste mundo

Não posso confiar em ninguém

Quando as coisas parecem estar funcionando para mim, significa que algo de ruim está por vir

Se eu permitir que descubram quem realmente sou, vão me abandonar

Eu não consigo me sentir bem com quem sou

Eu não estou seguro

Ninguém me entende

Eu sou amaldiçoado

Os relacionamentos íntimos são fontes de sofrimento, portanto, devem ser evitados

O meu problema de saúde mental está além de cura

Eu sou incapaz de fazer os relacionamentos funcionarem

Eu sou louco

Eu nunca serei capaz de me dar bem na vida como as outras pessoas

Eu não tenho controle sobre o meu próprio corpo

Algumas pessoas podem até gostar de mim, mas é porque não conhecem o meu verdadeiro eu, porque se conhecessem, não gostariam

Eu sou menos do que os outros

As coisas são mais difíceis para mim do que para outras pessoas

Preciso sempre evitar as pessoas, coisas e situações que funcionam como gatilhos para o meu trauma

Eu nunca vou me sentir livre do(s) meu(s) abusador(es)

Eu sou impotente contra o(s) meu(s) abusador(es)

Eu só vou superar o meu trauma se conseguir distanciá-lo da minha mente por completo

Eu só vou superar o meu trauma se conseguir não sentir mais nenhuma emoção relacionada a ele

Todos os meus comportamentos disfuncionais são efeitos do meu trauma

Eu não consigo controlar os efeitos do meu trauma

Eu só vou me sentir bem quando o(s) meu(s) abusador(es) estiver(em) morto(s)

Quando as coisas ficam difíceis, a melhor solução é se afastar do problema

Os outros me veem de maneira diferente por causa do que passei

As coisas nunca irão dar certo para mim

Já que as crenças rígidas tais como as listadas acima falham em fazer justiça à nossa complexidade, bem como a capacidade de gerenciar vulnerabilidades e viver uma vida plena, recomendo que dedique tempo a questionar as quais ressonam, de alguma forma, no próprio pensamento. Se precisar de ajuda para entender porque são disfuncionais e como se referir a elas como tal, clique aqui para acessar a minha lista de erros cognitivos.

Regulando o medo do abandono: um estudo sobre o papel da vergonha

Regulando o medo do abandono: um estudo sobre o papel da vergonha
O medo do abandono é sentido quando a expressão do eu autêntico desemboca em sentimentos de inadequação

As vítimas do trauma do desenvolvimento/infância, frequentemente, possuem o medo de serem abandonadas. O medo do abandono é sentido nos contextos relacionais quando a expressão do eu autêntico desemboca em sentimentos de inadequação. A autoexpressão genuína, por outro lado, é vivenciada quando o pensamento, os sentimentos e os comportamentos ocorrem de maneira congruente. Quando você está em processo de luto, por exemplo, e reflete sobre a perda, sente-se triste, parece abatido e evita o contato social demonstrando coerência entre o que pensa, como se sente e se comporta. No entanto, os pais emocionalmente negligentes e abusivos, por exemplo, não demonstram coerência, não promovem uma conexão saudável com as emoções, especialmente quando negativas. Isso é observado quando criticam, culpam e até punem os filhos por terem e expressarem as emoções como a raiva e tristeza, por exemplo. As crianças expostas à atitude imatura dos pais em relação às emoções negativas aprendem, portanto, a associar a sua expressão a sentimentos de rejeição, vergonha e perda de afeto.

Se o amor dos pais é condicional e se mostra indisponível quando os filhos se sentem frustrados e tristes, cometem um erro ou não atendem às expectativas, a vergonha que sentem desencadeia uma sensação de insegurança. Esse mecanismo não se observa operante apenas quando são jovens, mas também ao longo da idade adulta. Na prática, essa tendência se reflete nos comportamentos emocionalmente dependentes, como agradar às pessoas e negar as necessidades individuais para garantir a relação. A obsessão por cativar todos reprimindo as emoções negativas e vontades próprias é altamente motivada pelo medo das consequências drásticas que supostamente resultariam da liberdade emocional e dos atos de autoafirmação, ou seja, a perda de amor e apego.

Uma vez que a ligação entre a vergonha e o medo do abandono é tão íntima e prejudicial à saúde mental, é vital destacar a sua influência na nossa capacidade de criar os relacionamentos funcionais que nos permitem ser nós mesmos e estabelecermos conexões emocionais fortes. Se não se sente bom o suficiente para conectar-se com o corpo, entender e honrar as necessidades porque tem um grande medo do efeito que isso pode ter sobre os outros, recomendo questionar as crenças disfuncionais que estão alimentando o medo de abandono. Primeiramente, não é dever de ninguém tornar a existência alheia livre de desconforto emocional. Em segundo lugar, você gostaria de manter um relacionamento com alguém que só valida os próprios interesses, necessidades e desejos? E, finalmente, não gostaria de sentir-se digno do seu eu? Se acredita ser bom o suficiente para si próprio, pratique tolerar a vergonha que resulta de uma atitude autêntica até que esta tendência se torne uma característica sua.

Para o codependente em recuperação: mecanismos para efetivamente dizer não

Para o codependente em recuperação: mecanismos para efetivamente dizer não
A pessoa emocionalmente madura consegue dizer não

Se você for codependente, tanto seu senso de segurança quanto sua identidade dependem de sua capacidade de agradar e de ser querido pelos outros. Os codependentes também são emocionalmente dependentes porque se baseiam em outras pessoas para equilibrarem sentimentos e emoções negativas. Em virtude do trauma relacional vivido, com frequência se sentem ansiosos num relacionamento. Na tentativa de aliviarem o desconforto emocional, se voltam para fora de si mesmos e se dedicam a fazer os outros se sentirem bem. Quando se sente aprovado na relação com o outro, experimenta a sensação de ser valorizado e digno de ser amado, isto torna o seu estado de inadequação um pouco mais administrável.

Esse padrão torna quase impossível o codependente se sentir em paz consigo mesmo ao dizer um não e, por isso, evita-o a todo custo. Desse modo, sacrifica a própria felicidade e o bem-estar pelos outros, não necessariamente porque sejam legais, gentis, prestativos e amigáveis, mas por ser motivado pela insegurança e pelo medo de rejeição.

Portanto, como um codependente em recuperação pode quebrar esse padrão e começar a priorizar as próprias necessidades, seus desejos e interesses sem se sentir culpado, com medo e vergonha? Sabendo dizer não e tolerando o desconforto. Tolerar a inadequação é senti-la enquanto a observa sem julgamento. Sobretudo, é resistir o impulso de agir, isso é uma das maiores habilidades do emocionalmente autônomo. A pessoa emocionalmente madura consegue dizer não, pois sabe que afetar os outros de maneiras negativas – mesmo que não seja intencional – é humano e inevitável. Tendo consciência disso, é capaz de tolerar o próprio desconforto e o dos outros, pois está ciente de que não tem responsabilidade sobre a dor emocional dos outros, sem abdicar de ter empatia.

Devido à nossa capacidade de sentirmos e processarmos os sentimentos e as emoções negativas, somos equipados para lidar com a decepção após a recusa de algo desejado. Portanto, se está tentando superar a codependência, é vital não concordar com todos e com tudo que lhe seja pedido, afinal dizer não é apenas se sentar com o desconforto que o comportamento possa desencadear. Resista ao impulso de voltar atrás no que disse, mudar de ideia, explicar as razões para agir da maneira que age, pedir desculpas e se comprometer. Além disso, aceite o fato de que seu corpo precisa de tempo para se ajustar a uma nova atitude. Com paciência e perseverança, a sua assertividade permitirá que floresça o seu eu autêntico, o qual, uma vez plenamente sentido e vivenciado, revolucionará – de modo mais saudável e funcional – a sua forma de pensar, agir e sentir levando-o, naturalmente, à independência.

O perfeccionismo além do estereótipo

O perfeccionismo além do estereótipo
Você não precisa se esforçar loucamente para reproduzir padrões altos em tudo o que faz para ter um problema de perfeccionismo

Embora o perfeccionismo tenda a ser concebido de uma forma polarizada, o seu escopo vai muito além de concentrar-se em um padrão alto de qualidade. Por sermos indivíduos de natureza complexa, o próprio significado de “alto padrão” varia de pessoa para pessoa. Antes de me tornar uma vegana, costumava fazer uma pizza vegetariana semanalmente. Para garantir que ficasse saborosa, tinha de conter 150g de queijo cheddar, o equivalente a uma embalagem do meu supermercado local, esse era, portanto, o meu padrão. Quando eu me animava a fazer uma pizza, mas descobria que tinha menos de 150g no pacote da geladeira, ficava extremamente desapontada, não a fazia ou ia direto ao supermercado para adquirir um novo pacote. Depois de tentar restringir o meu consumo de queijo e ter percebido que poderia “infringir” a minha própria regra e reduzir a quantidade, fiquei surpresa ao me dar conta de que o sabor da minha pizza ficava tão bom quanto antes! Como uma perfeccionista, a minha experiência havia sido limitada por uma regra rígida e causadora de estresse que poderia ser facilmente evitado através de uma pequena mudança de perspectiva.

Você não precisa se esforçar loucamente para reproduzir padrões altos em tudo o que faz. Como qualquer vulnerabilidade, o perfeccionismo se ajusta a visões e valores pessoais, sejam eles quais forem. Você pode ser um hippie, um acadêmico ou um jogador de futebol e ainda assim agir de maneira perfeccionista. Desde que se comporte como um escravo de regras rígidas, nas quais acredita refletirem um padrão alto ou objetivo para agir de forma perfeccionista. É importante destacar o significado da perspectiva individual para o perfeccionismo, pois assim como “a beleza está nos olhos de quem vê”, o perfeccionismo está no cérebro de quem tem baixa autoestima. Se você valoriza a aparência física e acha uma aparência esportiva charmosa, pode se tornar um perfeccionista e investir tempo e dinheiro para reproduzir, fielmente, este estilo. Você pode morar em uma casa desorganizada e suja, o que reflete a sua falta de cuidado, e isso não o incomodar nem um pouco comparado a quanto se preocupa em parecer atraente do lado de fora para se sentir bom o suficiente por dentro. Quando precisa de um colchão novo para ajudar a aliviar a dor nas costas, mas está de olho naqueles tênis da moda que custa uma fortuna, esquece-se do problema ao se imaginar andando com os tênis novos, sentindo-se bem e bonito enquanto recebe elogios e a atenção das outras pessoas.

O perfeccionismo compreende a manutenção de condições inflexíveis de valor que – apesar de nunca terem sido testadas – têm significado em nível individual e devem ser mantidas a todo custo. Portanto, se possui padrões de qualidade que permanecem constantes ao longo do tempo e não se adaptam às mudanças na sua pessoa e vida, pode confiar que o perfeccionismo é uma das principais razões pelas quais tem dificuldade de se sentir equilibrado e alcançar um estado de satisfação e realização pessoal. Devido a sua flexibilidade, esta vulnerabilidade é o par “perfeito” para qualquer atitude de baixa autoestima, valor e bem-estar condicionais. O perfeccionismo em ação pode ser observado na obsessão de pais de tornarem a experiência dos filhos o mais livre de dor possível, por exemplo, como considerar que as emoções negativas prejudicassem, permanentemente, o seu desenvolvimento (a fobia emocional – inconsciente -, é uma das características mais comuns do perfeccionismo) e comprometesse a capacidade de agirem como um bom pai e uma boa mãe. Embora corresponda à verdade nos casos de abuso, negligência e trauma da infância, a maioria das crianças – aquelas que são expostas a um estilo parental considerado bom o suficiente – cresce e se desenvolve muito bem com uma boa parcela de amor e atenção incondicionais que não dependem do desgaste e sofrimento dos pais.

Se se identificou com o relato de alguma forma, é vital ficar ciente de que a sua atitude perfeccionista não afeta apenas você, mas também aqueles ao seu redor. Como o custo emocional do perfeccionismo é alto, tende a estar intrinsecamente relacionado a problemas de relacionamento, além de uma grande variedade de psicopatologias, como os distúrbios alimentares, depressão e ansiedade. Você não precisa estar totalmente ciente de quanto a sua batalha para manter-se centrado é resultado do seu perfeccionismo, ou até compreender a extensão que afeta os seus colegas de trabalho e família, por exemplo, para que seja prejudicial a todos os envolvidos. A ironia é que o esforço para manter um certo padrão de qualidade a fim de garantir o bem-estar e a felicidade é o que causa os problemas de saúde emocional e relacional! Para sair da armadilha perfeccionista, comece a questionar as crenças rígidas – independente de seu significado e aplicação – de modo consciente e proativo enquanto brinca com a ideia de ter um desempenho “abaixo da média” ou, até, “péssimo”. Aumente a conexão emocional agindo de maneira congruente e permitindo-se sentir-se mal de vez em quando e na presença das outras pessoas. Quanto mais autoaceitação e amor incondicional trouxer a sua vida, maior a sua tolerância às imperfeições dos outros, e, quanto mais confortáveis ​​sentirem-se ao seu lado, mais fortes as suas conexões se tornarão, bem como o benefício de sua influência.

4 crenças disfuncionais que inviabilizam a autoafirmação

4 crenças disfuncionais que inviabilizam a autoafirmação
As crenças disfuncionais impedem que ajamos de forma assertiva

As crenças disfuncionais estão no centro de nossas vulnerabilidades. Para aqueles que sofrem de baixa autoestima e têm dificuldade de se autoafirmarem, identificar as crenças negativas que dão força a esses valores é um exercício produtivo. Para ajudá-lo a encontrar alguns dos fundamentos cognitivos que mantêm os seus sentimentos de insegurança, elencam-se 4 crenças disfuncionais que inviabilizam a autoafirmação:

“Eu não posso afetar os outros negativamente”

Essa regra implica que é responsabilidade de todos cuidar do bem-estar emocional dos outros e, pressupõe que a suposta necessidade alheia de felicidade constante venha em primeiro lugar. Por fim, sugere que as emoções negativas são de natureza insalubre e, portanto, devem ser evitadas como se não conseguíssemos nos recuperar delas, uma vez que “injustamente” submetidas a sua experiência.

“Eu não posso cometer erros”

O perfeccionismo nos leva a agir como crianças inseguras quando cometemos falhas e/ou recebemos críticas. Embora a maioria de nós não consiga associar a atitude intolerante ao perfeccionismo, a fobia do erro e da crítica é uma de suas características mais comuns. Além disso, essa crença desumana e idealista insinua que as consequências de nossos erros são sempre terríveis, tão terríveis, que não conseguiremos lidar com elas ou corrigi-las. Para quem mantém essa crença rígida, o aprendizado tende a ser uma experiência desagradável ou até traumática.

“Priorizar as minhas próprias necessidades é uma atitude egoísta”

Esta crença, apesar de bastante difundida entre os emocionalmente dependentes e codependentes, rouba-lhes o direito à individualidade e autoexpressão. Também sugere que só temos relevância em relação aos outros, ou que o direito de existir do nosso eu e seu senso de valor dependem da nossa capacidade de adequá-los às necessidades dos outros. Embora errônea, esta crença assume que um comprometimento é sempre melhor do que seguir a própria inclinação.

“Quando não tenho vontade de fazer o que os outros querem, devo dar-lhes uma boa razão para isso”

Essa crença pressupõe que os nossos sentimentos, necessidades e desejos só têm mérito quando forem razoáveis. Em outras palavras, não temos direito a eles apenas por sua existência, mas a importância deles depende do julgamento dos outros. De acordo com esse princípio, os sentimentos são como os pensamentos, uma vez que “devem” vir conectados à racionalidade. O eu autêntico e, portanto, altamente subjetivo, não tem como florescer sob uma regra tão inflexível.

O que as crenças mencionadas têm em comum? Todas se originam de uma postura de fraqueza e rigidez que aniquila o eu verdadeiro e criativo. Além disso, a sua abordagem perfeccionista (polarizada) “é tudo ou nada” em relação às emoções, os comportamentos, os relacionamentos e à vida em si é demasiadamente rígida para refletir a complexidade de nossa experiência e permitir a realização pessoal. Para que cessem de governar você e a sua vida, traga-as à consciência e questione-as abertamente. Faça um esforço consciente e corajoso para estabelecer a congruência entre o que acredita e como age e sente, a fim de tornar-se você e o ato de estar presente no próprio corpo algo agradável e gratificante.

Pensamentos comuns dos emocionalmente dependentes

Pensamentos comuns dos emocionalmente dependentes
A dependência emocional é uma vulnerabilidade

Você é emocionalmente dependente? Caso tenha dificuldade de manter uma alta autoestima e preocupa-se excessivamente, há grande probabilidade de que seja. A dependência emocional é uma vulnerabilidade daqueles que não receberam amor incondicional suficiente na infância, de modo a criar um sólido senso de segurança e valor próprio. Por possuírem um grande déficit nestas áreas, tornam-se viciados por aprovação alheia a fim de se sentirem bem consigo próprios e nos relacionamentos. Para descobrir se se encaixa neste perfil, elencam-se os pensamentos comuns dos emocionalmente dependentes:

“Sempre me preocupo com o que os outros pensam sobre o que digo e faço”

“Preciso ter certeza de que estou fazendo a coisa certa, caso contrário, me sinto inseguro”

“É difícil saber o que é melhor para mim”

“Eu sempre faço o melhor possível para que os outros se sintam bem ao meu lado”

“Eu tenho o hábito de consultar as outras pessoas antes de tomar uma decisão”

“Sinto muita vergonha quando cometo um erro”

“Se não recebo um feedback positivo quando faço algo bem, sinto-me extremamente decepcionado”

“Já sofri muitas decepções na área de relacionamentos”

“Eu me preocupo e me sinto culpado quando não consigo agradar os outros”

“Não confio nos meus próprios sentimentos”

“Sinto-me muito envergonhado e ressentido quando recebo críticas, mesmo quando tenho consciência de que são construtivas”

“Faço um grande esforço para que os outros gostem de mim”

“Adoro ajudar os outros e fazê-los felizes”

“Quando as pessoas não estão bem ao meu redor, acho que é por causa de algo que eu disse ou fiz de errado”

“Nunca sei se estou fazendo o que é certo para mim ou se é o que realmente quero”

“Tento evitar o confronto porque me deixa nervoso”

“Tenho um grande medo de cometer erros e decepcionar os outros”

“Coloco as necessidades dos outros na frente das minhas, mesmo quando não quero”

“Adoraria poder confiar em mim e me valorizar”

“Sinto-me mais relaxado quando os outros assumem a liderança”

“Sempre tento fazer o melhor possível”

“Quando digo não, me sinto culpado”

Como em qualquer tipo de dependência, a cura é viável através da liberdade emocional. Para alcançar a autonomia emocional e autoconfiança, é essencial que aprenda a ser você, independente das consequências. Por mais simples que isso pareça, converter esta ideia em ação requer muita coragem. Isso ocorre porque, na cultura ocidental, a autenticidade requer uma atitude destemida. Aumente a tolerância ao desconforto e diga a si próprio que consegue suportar e superar a ansiedade, culpa e vergonha que tendem a surgir quando honra os seus sentimentos, interesses e limites. Por mais doloroso e difícil que isso possa lhe parecer, o seu objetivo final faz com que tudo valha a pena. Afinal, não há nada mais gratificante do que viver a própria vida e colher os frutos da autoexpressão genuína.